The Smiths

Por Andy Nakamura

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Conheci os Smiths na Transamérica FM de São Paulo (numa fase onde a rádio, hoje basicamente de hits pop) tinha momentos de pop 80’s e até algumas coisas mais alternativas – como Stone Roses e Big Audi Dynamite que ouvi pela primeira vez nesta rádio. Era um ‘mini-especial’ deles com “This Charming Man”, “The Boy With The Thorn in His Side” e “Panic”. Gostei muito. Pouco tempo um amigo comprou na Galeria do Rock a coletânea “Louder Than Bombs” (aquela vermelha com a garota fumando na capa).

Conhecer os Smiths é ser mergulhado no mundo de Morrissey e Johnny Marr , respectivamente o vocalista e principal letrista e o guitarrista mais icônico dos anos oitenta ao lado de The Edge do U2. As letras remetiam à desilusão de ser jovem na Manchester do final dos anos 70 e começo dos 80. A pobreza, o corte dos benefícios sociais no governo de Margareth Tatcher (então Primeira Ministra Britânica), a tristeza e falta de perspectivas numa cidade industrial e decadente, tudo era o imaginário de Morrissey. Aliado a isso havia o som do grupo, uma mescla de pós-punk inglês com influências sessentistas e de folk e até do inocente pop inglês 60’s.

Juntos a Mike Joyce (bateria) e Andy Rourke (baixo) o grupo teve uma vida curta (82 até 87) mas produzia belas canções. Das incertezas da juventude em “This Charming” passando pela ironia de “Shoplifters of The World Unite” e mergulhando na melancolia existencialista em “How Soon is Now” o grupo teve recepção que transitava entre fria e complacente da crítica musical inglesa. O grupo que usava um nome básico (como se fossem “Os Silvas” em português) não gostava de clipes e dava poucas entrevistas.

São apenas 4 discos oficiais e várias coletâneas e um álbum ao vivo.

Em minha juventude grava fitas K7 para ouvi-las enquanto estava no ônibus ou metrô. E especificamente na juventude nos sentimos como Morrissey em algum momento, perdidos em nossas decepções, sonhando por amores inexistentes…

“The Queen Is Dead” de 1985 é meu favorito. “I Know it’s Over” é uma das baladas mais tristes do mundo. “Some Girls Are Bigger Than Others” mostram todo o talento de Johnny Marr na guitarra. “The Boy With The Thorn in His Side” é um hino oitentista. “Cemetry Gates” é um bela homenagem ao escritor britânico Oscar Wilde. “Never had no one ever” é outra linda balada que faz cama para as guitarras de Marr. “Frankly, Mr. Shankly” ironiza de forma alegre o dono do selo do grupo, Geoff travis, A faixa título é uma ácida crítica à monarquia inglesa.

E “There’s a Light That Never Goes Out” é a canção máxima do grupo. Coverizada por dezenas de bandas de estilos mais variados. A letra fala de um passeio noturno com a pessoa amada onde nem a morte pode quebrar aquela felicidade.

O The Clash tem o apelido de “a única banda que importa” e não discordo. Mas o termo deveria ser “as únicas bandas que importam” e incluir a trupe de Morrissey e Marr.

 

Mixtape The Smiths & Morrissey | Mozztape #1

01- Suedehead (*)
02- How Soon is Now
03- Some Girls Big Than Others
04- Girl Afraid
05- Is It Really So Strange?
06- Shoplifters Of The World Unite
07- Ask
08- Heaven Knows I’m Miserable Now
09- Jeane
10- This Charming Man
11- Please Please Please Let Me Get
12- Girlfriend in a Coma
13- Sheila Take a Bow
14- Panic
15- Bigmouth Strikes Again
16- The Boy With The Thorn in His Side
17- There’s a Light That Never Goes Out
18- I Know It’s Over
19- Everyday Is Like Sunday (*)
20- Let The Right One Slip In (*)
21- At Amber (*)
22- Alma Matters (*)
23- Now My Heart is Full (*)
24- Hold On To Your Friends (*)
25- Boyracer(*)

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