Chuva Oceânica

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Ser criança nos anos oitenta no Brasil era conviver com o kitsch/brega total e coisas que logo seriam consideradas muito refinadas.

Ganhei meu primeiro gravador aos onze anos. Junto com uma caixa de fitas cassete da Basf. Já tinha um gravador, daqueles mono com microfone, já em 1982. Mas era algo paleolítico até para mim. Este novo tinha rádio e toca fitas. Levava para todo canto, andava com ele na rua. Na era um desses boombox, era mono e tal, mas usei até quebrar, cair antena.

E era tempo de ler revista Bizz. Mas conhecia pouco aquelas bandas todas. Ouvia Jovem Pan 2 e lá só tocava hits pop, dance, etc. A Bizz me levou à 89Fm. Lá conheci o R.E.M. , Iggy Pop, B-52’s, Sonic Youth, Nirvana. Mas as primeiras bandas foram as pós-punk.

The Cure, Siouxsie & The Banshes, Bauhaus, ouvia isso sem muito entender aquele tom lúgubre. Mas gostava da melodia. Muito.

Certo dia (ou melhor, certa noite) sintonizei a 89, era o programa “Arquivo do Rock” apresentado pelo “Morcegão”. E tinha um mini-especial com o Echo & The Bunnymen. Tocou “Lips Like Sugar”, “People Are Strange” e “The Killing Moon”. Dias depois vi “The Killing Moon” num programa de clipes na Tv Cultura. Logo depois comprei o “Songs To Learn & Sing”, primeira coletânea do Echo.

Logo comprei o “Ocean Rain” …

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