Para Julio Cruz

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Desde 2008 ouço podcast. O primeiro foi “Qualquer Coisa” do José Flávio Jr e Paulo Terron (não existe mais) que era sobre música. Depois fiquei um tempo sem ouvir. Até conhecer o ARG Cast do Daniel HDR, o MDM do Ivo Hell e Julio Cruz . Este último também é membro do Uarevaa e lá ouvi um dos casts mais engraçados que já ouvi sobre pobreza.

O formato permite a proximidade com os criadores e virei amigo do Julio.

Esta playlist é para ele de aniversário.  Valeu, Julio !

01- Garbage – Who`s Gonna Ride Your Wild Horses
02- David Bowie – Something in The Air
03- Artists United Against Apartheid – Sun City
04- Eddie Cochran – Am I Blue
05- Alphabeat – Fascination
06- Midway Still – Better Than Before
07- Diana Rozz – Walk On By
08- Graham Coxon – Standing On My Own Again
09- Jim’s Big Ego – The Ballad of Barry Allen
10- Kleiderman – Não Quero Mudar
11- Sala Especial – Interlagos 75
12- The Postal Service – Such Great Heights
13- Charlotte Gainsbourg – Time of the Assassins
14- Carolina Chocolate Drops – West End Blues
15- Bronx River Parkway – Song For Ray
16- Boomtown Rats – I Dont Like Mondays
17- Bruce Springsteen – Born To Run

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Playlist of Death #4 – All Ages Punk : Part 1

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Por muitos anos ouvia mais punk rock que heavy metal (até ouvia mas mais thrash metal) . Gostava muito do Clash , Ramones e Buzzcocks. O Sex Pistols gostava mas sinceramente detestava John Lydon e por isso ouvia menos.

E claro minha banda favorita era os Ramones. Por anos foi grupo favorito entre vários. Comprava tudo que podia. O poder de fúria e melodia sempre me agradou muito. Ao mesmo tempo que tinha peso aliavam melodia e baladas aos álbuns, em todos eles.

Recentemente ao ler as biografias da banda descobri o quanto eles se odiavam, coisa que piorou na convivência ao longo de turnês e viagens. Mas quanto à música eram excepcionais.

Nesta mixtape pus o pre-punk garageiro dos Stooges e MC5, os agora cult Death (um inédito grupo negro que fazia um rock cru anos antes dos grupos ingleses e americanos) e as primeira bandas como Damned e Sham 69.

Enjoy !

01- MC5 – Kick Out The Jams
02- Stooges – No Fun
03- Death – Keep On Knocking
04- New York Dolls – Personality Crisis
05- Richard Hell & The Voivos – Blank Generation
06- Monks – Monk Time
07- The Damned – New Rose
08- Sham 69 – If The Are United
09- Antinowhere League – Streets of London
10- Ramones – The KKK Took My Baby Away
11- Sex Pistols – Anarchy In The UK
12- The Clash – London Calling
13- Dead Kennedys – Holiday in Cambodia
14- Cockney Rejects – Oi,Oi,Oi
15- Cock Sparrer – England Belongs to Me
16- New Model Army – 51st State
17- Buzzcocks – Fiction Romance
18- Exploited – Punk`s Not Dead
19- X – Breathless
20- The Addicts – Viva La Revolution
21- Black Flag – Rise Above

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No Face

Road To Nowhere #4 | Playlist of Death

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Nesta semana a “Road To Nowhere #4” tem os pós-rock instrumental dos japoneses do Toe e do belo e climático Deerhunter, a melancolia do Grant Lee Buffalo,  os eletrônicos viajantes do Future Sound of London, o shoegaze do Ringo Deathstar, o powerpop do Redd Kross, Trent Reznor (NIN) solo, o encontro de Hope Sandoval (do Mazzy Star) com o ingleses de Bristol do Massive Attack, o country rock de Jason Isbell , os punks do Jets to Brazil, Oceania, Face to Face, Inocentes e Iggy Pop,  os indies do Low e Black Keys e terminamos com os oitentistas do Pretenders, Feelies e Sinead O`Connor. ENJOY !

01- Toe – Past & Language
02- Deerhunter – All The Same
03- Grant Lee Buffalo – Fuzzy
04- The Future Sound Of London – Central Industrial
05- Ringo Deathstar – Chainsaw Mornings
06- Redd Kross – The Lady in The Front Row
07- Trent Reznor & Atticus Ross – In Motion
08- Massive Attack – The Spoils [Ft. Hope Sandoval]
09- Jets To Brazil – Little Light
10- Jason Isbell and the 400 Unit – Something to Love
11- Iggy Pop – Highway Song
12- Inocentes – São Paulo
13- Face to Face – Dont Change (INXS)
14- CSS – Left Behind
15- Black Keys – Turn Blue
16- Beatles – The Ballad of John & Yoko
17- Low – Into You
18- Oceania – Embrace
19- Pretenders – Kid
20- Sinead O`Connor – Mandinka
21- The Feelies – Again Today

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Happiness Is a Sad Song | #1 Elvis Costello

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Na primeira vez que morei no Japão (morei três vezes) usava dois CDs como trilha sonora para ir e voltar ao trabalho. Era uma única e longa estrada, uns vinte minutos de caminhada mais alguns dentro da enorme fábrica de metalurgia.

“Everything Must Go” do Manic Street Preachers era um deles com suas belas baladas orquestradas e pauladas guitarreiras.

Mas queria falar desta coletânea acima do Elvis Costello.

Condensando toda a passagem do cantor pela Warner até “Brutal Youth” de 1994. Várias pérolas fazem parte desta compilação como “Kinder Murder”, “London`s Brilliant Parade”, “My Dark Life” (essa uma parceira com Brian Eno) e minha favorita do cantor : “Veronica” . Inspirado na história da própria avó que tinha mal de Alzheimer a música narra a vida de uma mulher que está perdendo a memória de forma agressiva.

De maneira comovente e emocionada Costello faz uma canção grudenta – e vale ressaltar que , como parte de “Spike” (1989) , sir Paul McCartney toca o baixo da música.

Memorável.

Ouça aqui.

 

 

Playlist of Death #3 | Covers

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01- John Mayer – Free Fallin (Tom Petty)
02- Raveonettes – I Wanna Be Adored (Stone Roses)
03- Guitar – Just Like Honey (Jesus & Mary Chain)
04- Scott Weiland – But Not Tonight (Depeche Mode)
05- Patti Smith – Everybody Wants to Rule The World (Tears For Fears)
06- Superchunk – Cruel Summer (Bananarama)
07- Samiam – Here Comes Your Man (Pixies)
08- Teenage Fanclub – Like a Virgin (Madonna)
09- Sleeper – Atomic (Blondie)
10- The Killers – Shadowplay (Joy Division)
11- Jersey Boys – Can’t Take My Eyes Off of You (Frankie Vally)
12- Dum Dum Girls – There`s a Light That Never Goes Out (Smiths)
13- Fine Young Cannibals – Suspicious Mind (Elvis Presley)
14- Shonen Knife – Top of The World (Carpenters)
15- Foo Fighters – Band on The Run (Paul McCartney)
16- Queens of The Stone Age – Everybody’s Gonna Be Happy (KInks)
17- Adele – Last Nite (STrokes)

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Chuva Oceânica

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Ser criança nos anos oitenta no Brasil era conviver com o kitsch/brega total e coisas que logo seriam consideradas muito refinadas.

Ganhei meu primeiro gravador aos onze anos. Junto com uma caixa de fitas cassete da Basf. Já tinha um gravador, daqueles mono com microfone, já em 1982. Mas era algo paleolítico até para mim. Este novo tinha rádio e toca fitas. Levava para todo canto, andava com ele na rua. Na era um desses boombox, era mono e tal, mas usei até quebrar, cair antena.

E era tempo de ler revista Bizz. Mas conhecia pouco aquelas bandas todas. Ouvia Jovem Pan 2 e lá só tocava hits pop, dance, etc. A Bizz me levou à 89Fm. Lá conheci o R.E.M. , Iggy Pop, B-52’s, Sonic Youth, Nirvana. Mas as primeiras bandas foram as pós-punk.

The Cure, Siouxsie & The Banshes, Bauhaus, ouvia isso sem muito entender aquele tom lúgubre. Mas gostava da melodia. Muito.

Certo dia (ou melhor, certa noite) sintonizei a 89, era o programa “Arquivo do Rock” apresentado pelo “Morcegão”. E tinha um mini-especial com o Echo & The Bunnymen. Tocou “Lips Like Sugar”, “People Are Strange” e “The Killing Moon”. Dias depois vi “The Killing Moon” num programa de clipes na Tv Cultura. Logo depois comprei o “Songs To Learn & Sing”, primeira coletânea do Echo.

Logo comprei o “Ocean Rain” …

Under Blue Moon I Saw You | Conto

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Kelly voltava para casa. O turno da noite foi cansativo, frio e repleto de café ruim.

Olhava sem parar o celular. Um email da mãe. Finalmente seus pais iriam se separar. Pedira para ir buscar suas coisas pois o apartamento seria vendido para o valor ser repartido ao ex-casal.

Nem foi para casa, pegou o metrô até a Vergueiro. Desceu, tomou um café com pão na chapa. O porteiro lhe deu o mesmo “oi” que ouvia desde os cinco anos. Ela já tinha 29.

Abriu a porta. O apartamento estava quase todo vazio. Umas caixas repletas de quinquilharias estavam no centro da sala. Não havia mais fogão ou qualquer outra coisa na cozinha. Nem sua cadeira vermelha.

No quarto só o sinal da cama na parede. O guarda roupa estava desmontado e perto da janela amontoados de papéis e fotos se confundiam com livros de receita e revistas de moda.

Olhou para a parede, o pôster do Faith No More fora arrancado. Apenas um pedaço ficara num prego. Um pedaço de sua vida.

Sentou-se. Olhou ao redor. Fechou os olhos e lembrou de um tempo atrás. Jogava “War” com Wally. Apostavam biscoitos. Ouviam “Feed The Tree” do Belly. Abriu os olhos, tudo sumira.

É 31 de dezembro de 2014.

Amanhã um capítulo começa, novo, em sua vida.

E enquanto desaparecia no túnel do metrô podia-se ouvir, alto e distorcido, seus fones de ouvido tocando uma melodia sobre espaço e tempo.

Não há nenhum espaço e tempo
Para manter nosso amor vivo
Nós temos a existência… e ela é tudo que compartilhamos
Não há nenhuma verdade real
Não há mentiras reais
Continue tentando, pois eu sei que está lá… — The Verve

 

Andy